terça-feira, 14 de julho de 2009

Reciclar faz bem à alma

Escrevo…
Por alguma razão?
Não sei falar de outra forma.
Podes aproveitar agora.
Se fosses reciclável…
E se for para sempre?
Para sempre tudo guardarás, e não quero.
Podendo guardar só para mim!!
Para sempre não consegues.
Pois não.
Tu também escreves, que eu sei!
Mas também falo.
E alguém te compreende?
Não.
Então não fales.
Mas eu falo por partilha.
Partilhas em vão. As palavras voam e são esquecidas.
E as escritas não?
Essas têm como eterno companheiro um pedaço de papel.
Que por vezes entranha-se demasiado.
É como tu, para quem falas.
Entranho-me?
Prendes-te e acabas por rastejar só para não te soltares.
Se me solto arranco uma parte de mim.
Então, toca e sente! Mas não te prendas…
Se toco… Se sinto… rendo-me e prendem-me!
Como as palavras escritas.
Tocam e logo se prendem.
E já não se soltam.
Podendo sempre reciclar.

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