domingo, 27 de dezembro de 2009

Quantas vezes um dia, quantas vezes um momento, quantas vezes um gesto nos faz pensar e repensar que tudo pode ser aquilo que pensamos e que tudo pode ser aquilo que nunca imaginámos? Quantas e quantas vezes um juízo errado, um gesto falhado, um olhar frustrado já nos enganou? Quantas e quantas vezes nos enganamos acerca de alguém? Quantas e quantas vezes fazemos juízos precipitados, sem saber o porquê e como? E depois? Quantas e quantas vezes reparamos que estamos errados? Quantas e quantas vezes nos arrependemos?
São poucas as vezes que isto acontece, que reparamos que algo está errado em nós e não nos outros. E depois, chegado aquele momento, sentimos que tudo o que já nos passou pela cabeça é apenas algo passageiro, mas algo que nos “mentiu”, algo que nos fez ter uma visão completamente enganada do outro…
É difícil reconhecer o erro, mas quando vale a pena reconhece-lo por que não? Se calhar porque somos demasiado orgulhosos, arrogantes, e só pensamos em nós, porque só o nosso bem-estar nos importa. E os outros? Ignoramo-los? De certo seria o caminho mais fácil, e porquê escolher sempre o caminho sem obstáculos? Podemos sempre optar por um caminho onde os obstáculos abundam, e onde em cada esquina a felicidade e auto-realização superabunda, mas pode-nos parecer que essa esquina está longe, e num abrir e fechar de olhos ela aparece-nos à frente… E quando isto acontece, ficamos de tal maneira surpresos que, nem os gestos nem as palavras nos saem. Mas se as palavras nos começam a fluir e os gestos a executar, tudo se torna diferente. E as consequências vêm e só aí reparamos o quanto errado estávamos…

sábado, 25 de julho de 2009

Vive, sente e curte

Vive. Sente. Curte.
Vive tudo o que Ele te dá,
sente tudo o que vives,
curte tudo o que sentes!

Eu, tu, Ele. Somos NÓS.
Eu quero dar mais do que sou.
Tu queres ter mais do que és.
Nós... queremos viver para Ti.

Leva-nos para onde quiseres.
Faz de nós Teus servos.
E nós sê-lo-emos com amor.
Porque há amor em tudo e em todos.

(e viva a inspiração na tasca do tio António)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Reciclar faz bem à alma

Escrevo…
Por alguma razão?
Não sei falar de outra forma.
Podes aproveitar agora.
Se fosses reciclável…
E se for para sempre?
Para sempre tudo guardarás, e não quero.
Podendo guardar só para mim!!
Para sempre não consegues.
Pois não.
Tu também escreves, que eu sei!
Mas também falo.
E alguém te compreende?
Não.
Então não fales.
Mas eu falo por partilha.
Partilhas em vão. As palavras voam e são esquecidas.
E as escritas não?
Essas têm como eterno companheiro um pedaço de papel.
Que por vezes entranha-se demasiado.
É como tu, para quem falas.
Entranho-me?
Prendes-te e acabas por rastejar só para não te soltares.
Se me solto arranco uma parte de mim.
Então, toca e sente! Mas não te prendas…
Se toco… Se sinto… rendo-me e prendem-me!
Como as palavras escritas.
Tocam e logo se prendem.
E já não se soltam.
Podendo sempre reciclar.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Um dia tudo acabará

Um dia tudo acabará, e arrepender-te-ás!
Aproveita agora que sonhas.
Aproveita agora que vives.
Quando tudo acabar, nada restará.
Ficam presas as recordações a meras imaginações que acabaram por se tornar na saudade de um não ter.

Finges que vives?!
Lembra-te que um dia quererás fingir que morres, e já nada restará.
Já nada restará…nem o fingimento.
Não finjas que finges.
Sê tu!
Agora.
Porque depois, nada restará.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Rotina movida

Vou adormecer.
Vou acordar.
Uma rotina que se vai alterar.
Não pelo simples facto de acordar.
Mas porque nao te irei ver.

Até isso, irei aproveitar o ter.
E desperdiçarei o morrer.
Só sei que, para onde que que vá, tu irás atrás.
Nem que seja na mágoa de não de ter.

És uma vida colada á minha.
És a minha paixão elouquecida.
És quem és e não o deixas de ser.
Deixas quem és no meu ser.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Entre o Sol e a Terra

Mais uma vez…
Mais uma vez acordei sem o Sol que me ilumina.

Mais do que um sonho…
Mais do que gostar, era poder girar em teu redor para sempre.

Mesmo quando…
Mesmo quando te sinto tão longe.
Mesmo quando apenas me dás a oportunidade de ver as estrelas.
Mesmo quando me farto de ti.
Mesmo quando amanhece e tu não estás no abrir dos meus olhos.
Mesmo quando procuro um abrigo para fugir de ti.
Mesmo quando anseio por te ver, por te sentir, por te ter por perto.
Mesmo quando passo horas e horas ao teu dispor.
Mesmo quando apareces, apanhando-me desprevenida.
Mesmo quando passo semanas e até mesmo meses sem te ver.
Mesmo quando penso que vai ser hoje, e não é…

Mas eu sei que tu estás aí!
Estás e quando não estás, voltas…


E quando voltas…
Voltas a irradiar os meus dias, como se fosse a primeira vez que me tenhas visto.
Voltas com essa tua energia tão característica, capaz de me fazer sorrir.
Voltas e contigo trazes o teu calor.
Seja ele, mais ou menos quente, pois
o que realmente me interessa é que voltes!!

Assim como a Terra não vive sem o Sol,
Eu não vivo sem Ti.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Eu todos os dias deparo-me a pensar em ti.
Eu todos os dias sinto o teu olhar, mesmo estando tão longe do meu.
Eu todos os dias imagino que te poderia abraçar.
Eu todos os dias tento perceber os nossos corações.
Eu, queria-te, todos os dias ao meu lado.
Eu todos os dias imagino que te podia sentir!!


Eu, eu, eu, eu…
Eu neste momento não quero, nem posso fazer nada.


Mas adorava.

Chuva

As coisas vulgares que na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
ou fazem sorrir.

Há gente que fica na história!
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
aquelas que tive contigo
e acabei por perder




Há dias que marcam a alma!!!
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... Meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

a chuva ouviu e calou,
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
trazendo a saudade!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Encontra-te

Sinto-me perdida!
Sinto-me a vaguear na escuridão do Universo.
Será que não encontro saída?
Ou tudo isto não passa de um mero verso?
Gostava de crer numa nova entrada,
mas nem sempre a estrada
nos diz, onde é o caminho certo.

Mais tarde, menos noite. No caminho errado
algo me fará tropeçar!
Mais noite, menos tarde. Bem perto do caminho acertado
tenho a certeza que tu me vais levantar.
Pode não ser hoje nem sequer amanhã, que o céu azulado
percorrido por tudo o que é mudado
me faça aguentar!

Foi na própria escuridão que descobri
sem mais nem menos, toda a entrelaçada.
Foi sozinha!!! Precisei de ti…
e tu deixaste-me ali embaraçada.
Agora sei que, tudo o que senti
não vi e tudo o que vi, jamais foi sem ti!
Finalmente: Sinto-me encontrada!

Alucinógena-te!

aluCinada pelo mundo,
presa pelo nadA,
burlada pela tristeza,
dispeRsa pela alegria,
humedecida pelo sofrimento,
esfOmeada pela cura,
multada pela solidão,
lançada peLo sorriso,
perdIda pelo olhar,
imaginada pela Natureza,
fóssil do passado,
explosivo do futuro,
prisioneira da vidA.